Todos teremos acesso às mesmas ferramentas. Todos vamos poder produzir, gerar, automatizar exponencialmente.
O diferenciador será sempre outro: as pessoas.
São elas que conhecem os problemas por dentro. Sabem o que funciona e o que não funciona. Têm as ideias guardadas na gaveta ou num recanto do cérebro.
A IA amplifica o que sabemos, podemos e fazemos. Mas apenas se criarmos as condições.
Para isto resultar, precisamos de uma mudança.
Há um fosso entre o que a tecnologia permite e o que as pessoas conseguem fazer com ela. Esse fosso não se preenche só com tutoriais e licenças premium. Preenche-se com:
Pessoas com competências e autonomia. Capazes de fazer boas perguntas, avaliar respostas com discernimento, usar a IA com ética, decidir com intenção.
Organizações com condições e vontade. Processos que fazem sentido, lideranças que empoderam, culturas que valorizam o conhecimento, a aprendizagem, o pensamento.
Não há competências técnicas sem competências humanas. Desenvolvemos capacidades como um todo.
Técnica e pensamento andam de mãos dadas.
A IA liberta as pessoas para tarefas mais interessantes e fecundas, para elas e para a organização. Mas tem de haver vontade. Chegou ao fim o tempo em que as organizações diziam às pessoas para executar, não para pensar.
Não começamos do nada. O conhecimento já existe e não se pode perder.
Queremos capacitar pessoas para serem parte ativa da mudança.
Acreditamos em organizações que mobilizam o conhecimento que já existe. Onde há espaço para experimentar, errar, fazer melhor. Onde as pessoas são encorajadas. Onde a tecnologia serve as pessoas, e não o contrário.